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Contratação de lideranças com inteligências múltiplas no mercado empresarial

O artigo aborda a relação entre a contratação, recrutamento/seleção e as inteligências múltiplas, bem como, ferramentais para mudanças intrínsecas aos líderes enquanto preditores de desempenho no trabalho organizacional.

Quais são as inteligências múltiplas que os líderes necessitam no mercado atual?

Howard Gardner, pesquisador de Harvard, afirma que as pessoas têm diferentes maneiras de processar informações, independentes umas das outras, chamadas inteligências múltiplas:

. lógico-matemática (lógica e números);

. linguística (palavras e linguagem);

. interpessoal (sentimentos de outras pessoas);

. intrapessoal (autoconsciência);

. corporal/cinestésica (controle de movimento do corpo);

. visual/espacial (imagens e espaço);

. musical (música, som e ritmo),

Gardner também considerou a existência de outras inteligências adicionais, difíceis de definir completamente por serem mais subjetivas e complexas:

. naturalista (percepção e relação com o ambiente natural);

. espiritual/existencial (religião e questões filosóficas) e

. moral (ética, humanidade, valor da vida).

Portanto, indo além do indivíduo, quando elas se manifestam, são instrumentos influentes para quem lida com pessoas no mundo dos negócios, podendo envolver equipes de RH, recrutadores, líderes de equipe e CEOs, entre outros grupos.

Entretanto, a existência dessas inteligências pode ser um bom preditor da capacidade das lideranças crescerem com a empresa e mudarem de posição horizontal e verticalmente.

Algumas das competências fundamentais para um bom líder, independentemente do setor que ele irá atuar são as inteligências linguísticas, inteligência interpessoal e existencial.

O líder precisa da linguística porque o diálogo é uma ferramenta poderosa para aumentar a compreensão de outras pessoas.

A inteligência interpessoal auxilia os líderes a entenderem melhor as outras pessoas, o suficiente para serem capazes de se colocar no lugar delas.

Outra inteligência necessária é a inteligência existencial, que permite ao líder se interrogar por que vale a pena se sacrificar por alguma causa ou defender determinada idéia.

Entretanto, todas as inteligências são benéficas ao líder, dependendo da necessidade e do contexto em que se encontra.

Para Howard Gardner, o século XXI trouxe provocações muito complexas para os líderes, tais como, oportunidades como a comunicação global e catástrofes ligadas a possibilidade de aniquilamento do mundo, seja pela energia nuclear ou pela deterioração do meio ambiente.

Porque as ferramentas para mudança propostas por Gardner são importantes no recrutamento e seleção de lideranças?

Um processo com atendimento personalizado em recrutamento e seleção deve garantir que os candidatos que estejam congruentes com os valores de uma organização sejam escolhidos para preencher vagas de emprego.

Em síntese, os profissionais de recrutamento e seleção analisam a posição, mapeiam o mercado, fazem a seleção dos candidatos, realizam a abordagem, entrevistam, avaliam e apresentam um parecer sobre cada finalista.

Mas ao emitir seu laudo final, além de promover a vasta gama de capacidades que têm valor na vida e nas organizações, deve valorizar as pessoas por quem elas são, o que podem ser e ajudá-las a atingir seu potencial.

As inteligências múltiplas podem ser um bom primeiro passo para valorizar e contratar lideranças de uma maneira mais humana e construtiva, conforme veremos a seguir.

Em seu livro, Mentes que mudam – a arte e a ciência de mudar as nossas idéias e a dos outros, o psicólogo Howard Gardner explana o que ocorre durante a transformação da mente e propõe formas de promover esse processo em momentos de transformação.

Caso um profissional de recrutamento e seleção necessite contratar um líder, para introduzir uma grande mudança organizacional, precisa produzir uma modificação nas percepções das pessoas, nos códigos e no jeito como elas detém e acessam informações.

Agora, pensando somente nas lideranças a serem contratadas, os profissionais de recrutamento e seleção devem-se atentar para quais são as inteligências necessárias para aquela posição e para aquele cliente.

Lembrando as sete ferramentas para mudanças listadas por Gardner:

A primeira está relacionada com a força do discurso da argumentação e razão da liderança.

A segunda ferramenta é o líder utilizando pesquisa – lembrando que ela tem a ver com descobertas de dados para tudo que ele possa realizar e descobrir, mudando o seu rumo, caso necessário.

Como terceira ferramenta – ressonância – tem a ver, por exemplo, com o quanto os colaboradores podem se sentir conectados com a pessoa que é o líder e se suas idéias combinam.

A quarta ferramenta – a redescrição representacional – busca verificar se o líder recorre às configurações mais diferentes para se comunicar — por imagens, histórias ou música.

Quanto mais estilos diferentes o líder puder comunicar uma ideia, mais poderosa ela é e, claro, qualquer um que usa redes sociais e publicidade de qualquer tipo sabe disso.

A quinta ferramenta é se o líder tem a habilidade para recompensar as pessoas, além do uso de palavras, sem se tornar um escravo delas.

A sexta ferramenta – eventos do mundo real – é analisar como o líder reage caso algo que não planejou, acontece e como ele lida com isso: pode ser uma sorte inesperada ou um evento ruim como um furacão ou um crash da bolsa.

Por fim, a sétima e última ferramenta é a mais difícil de lidar e antecipar, mas é muito importante entender – como a liderança reage à resistência, pois, a mudança mental é improvável quando ela é forte e os outros seis fatores não estão firmes em uma única direção.

Vale lembrar que em um ambiente democrático, o líder muitas vezes tem que promover mudança do mindset e de comportamento através das idéias e transpor vários tipos de resistências.

Os consultores da MRojas Talentos Humanos são experientes no ramo de Gestão de Pessoas: eles sabem identificar lideranças com capacidades múltiplas para suprir as demandas de contratação do seu segmento corporativo.

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Eliana Ozores — Ma. em Comunicação — ECA/USP